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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Temos de acordar e juntarmo-nos a causas que ajudam a melhorar o mundo. É o nosso dever

Temos de acordar e juntarmo-nos a causas que ajudam a melhorar o mundo. É o nosso dever

Genesis Butler tem 12 anos e lançou uma campanha global: se o Papa Francisco seguir uma dieta vegana durante a Quaresma, doa um milhão de dólares a uma instituição. Eu apoio esta causa em Portugal e tu podes juntar-te a nós. 

Muita gente me pergunta se sigo algum tipo de dieta específica, se sou vegetariana e se costumo comer carne ou peixe. Normalmente, costumo dizer que a minha alimentação é flexitariana. Privilegio a comida do bem, os ingredientes de qualidade e procuro sempre ter uma alimentação consciente e responsável. 

Na verdade, e como já vos expliquei várias vezes aqui no blog, eu não sou vegana, apesar de grande parte da minha alimentação ser à base de vegetais, cereais e leguminosas. No entanto, consumo carne e peixe, mas tenho tendência a incluir muito poucos ingredientes de origem animal na minha dieta e, quando o faço, tento sempre fazê-lo de uma forma consciente. E o que é que isto significa para mim? É que além de consumir muito pouca carne, peixe ou ovos, sempre que o faço tenho de saber de onde vem esta proteína animal. Qual é a sua origem? É de boa qualidade? Foi produzida de forma sustentável? Faz bem ao meu organismo?

Para mim, os alimentos são o nosso melhor medicamento, e os benefícios que cada um deles tem para o meu corpo são uma preocupação constante. No entanto, também é muito importante para mim ter respeito por eles, principalmente quando falamos em ingredientes de origem animal. Como vos disse, malta, não sigo uma alimentação vegetariana restrita (igual à dos veganos), mas respeito e identifico-me muito com as causas defendidas pelas pessoas que seguem este estilo de vida. 

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, ser vegano não passa apenas por ter uma alimentação 100% à base de plantas. É seguir toda uma filosofia de vida que envolve várias questões ligadas à proteção dos animais, claro, mas também ao impacto ambiental e social que as nossas escolhas podem ter no futuro. Coisas tão simples como consumir carne todos os dias, que, sem nos apercebermos bem, traz tantos problemas à nossa saúde e ao ambiente. 

Sabiam que a indústria agropecuária, que nos permite ter sempre carne, peixe, leite ou ovos no frigorífico, é uma das principais causas das alterações climáticas, da desflorestação e da extinção de algumas espécies? Que a água necessária para produzir um hambúrguer é equivalente à que precisam para tomar 25 duches rápidos? É isto que a Genesis Butler, uma miúda norte-americana de 12 anos, está a tentar explicar a toda a gente e, principalmente, ao Papa Francisco.

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Esta criança, que aos quatro anos perguntava à mãe de onde vinham os nuggets de frango que comia ao jantar e aos seis se tornou vegana, criou uma mega campanha internacional, a Million Dollar Vegan, que foi lançada esta quarta-feira, 6 de fevereiro, em 15 países, incluindo Portugal. O objetivo é muito simples. A Genesis quer que, durante os 40 dias da Quaresma, entre 6 de março e 18 de abril, o Papa Francisco adote uma alimentação totalmente vegana. Se ele aceitar, e cumprir o desafio, a organização oferece um milhão de dólares (mais ou menos 887 mil euros), para o Papa doar à instituição de solidariedade social que quiser. 

Claro que o objetivo da Million Dollar Vegan vai muito além disto. A ideia é sensibilizar toda a comunidade, católica ou não, a adotar este estilo de vida durante estes 40 dias, para que, todos juntos, possamos fazer alguma diferença e melhorar a saúde do nosso planeta e proteger os nossos animais. 

Acredito mesmo que esta campanha possa ser uma forma de começarmos a fazer algumas mudanças nas nossas vidas e de percebermos o impacto que o consumo excessivo de proteína animal pode ter no ambiente. E é por tudo o que vos disse acima, e por acreditar tanto nesta iniciativa, que decidi aceitar o desafio de me tornar numa das apoiantes da Million Dollar Vegan, ao lado de outras personalidades portuguesas como a Rita Blanco, a Ana Galvão ou o António Raminhos, e internacionais, como o Paul McCartney, a Brigitte Bardot e o Moby. 

Na altura em que aceitei apoiar esta causa, percebi que também eu podia fazer alguma coisa, por mais pequena que fosse, para mudar o mundo, e por isso decidi que também vou aceitar este desafio lançado ao Papa e, durante 40 dias, vou seguir uma alimentação 100% vegana. 

Não sou nenhuma expert, mas gostava muito de vos convidar a pensarem neste tema e, se quiserem, juntarem-se a nós para apoiar esta causa. Não vos estou a querer obrigar nem converter a nada, e não quero que passem a seguir uma alimentação vegana para o resto das vossas vidas, se não quiserem. O que importa é que, no final do desafio, as vossas consciências fiquem despertas para um consumo mais consciente, ponderado e responsável de proteína animal. 

Pensem nisto, quantos de vocês não consomem proteína animal em todas as refeições dos vossos dias. Muitos, certamente, se não vejamos: ao pequeno-almoço, uma torrada com manteiga e meia de leite (de vaca, claro); a meio da manhã um queijinho fresco (mais leite), ao almoço um bitoque a cavalo (carne e ovo) e um Pastel de Nata com o café; ao lanche um croissant misto (manteiga, queijo e fiambre); à noite, bacalhau à Gomes de Sá (peixe e ovo, outra vez). Para além do impacto no ambiente, imaginem o quanto esta alimentação está a prejudicar a vossa saúde.

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Malta, basta mudarem, só um bocadinho, das vossas rotinas para tornarmos o nosso mundo mais sustentável. Vou dar um pequeno exemplo. Experimentem substituir a manteiga do pão por compota ou manteiga de frutos secos e o leite de vaca por bebida vegetal; em vez de consumirem proteína animal ao almoço e ao jantar, escolham apenas uma refeição. E agora vocês perguntam “e que prato é que como sem carne, peixe ou ovos?”, simples. 

Imaginem um arroz de tomate com ervilhas, espinafres e cogumelos (estes dois últimos são ricos em proteína, sabiam?), ao lanche, provem um iogurte vegano, sem açúcar, claro, com granola, para as sobremesas, espreitem este cheesecake incríBel. Estes são só alguns exemplos, porque o que não falta são receitas para experimentarem — espreitem as receitas dos meus livros, “O Meu Plano do Bem” e “A Comida que me faz Brilhar”.

Pensem nisto e antes de fazerem um juízo de valor, saibam mais sobre a campanha no site da Million Dollar Vegan. Depois, vejam se faz sentido para vocês. Como vos disse, se não fizer, não se sintam forçados a seguir este desafio. Se acharem que vai ao encontro do que pensam, partilhem comigo a vossa experiência. Eu vou assumir este compromisso, porque quero, e estou pronta para vos ajudar no que puder. Tudo isto, porque acredito que a vida começa quando saímos da nossa zona de conforto. É assim que tomamos mais consciência de nós próprios.

Desafiem-se, quanto mais não seja, pela experiência. São só 40 dias.

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