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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Senti-me muito nervosa, mas vivi um dos melhores dias da minha vida

Senti-me muito nervosa, mas vivi um dos melhores dias da minha vida

Quando subi ao palco para o primeiro ensaio passaram-me pela cabeça alguns pensamentos negativos. Mas tive de os enfrentar. Eu conto-vos tudo sobre o que não viram no “Dança”.

Já passaram quatro anos desde que participei no “Dança com as Estrelas”, na altura como uma das concorrentes. Foi claramente um dos momentos mais marcantes e entusiasmantes da minha vida. Tenho um grande respeito, admiração e paixão pela dança, até porque dançar também é comunicar e talvez seja por isso que a par da minha educação desportiva, a dança esteve sempre presente. Já fiz ginástica rítmica, danças urbanas e pertenci a um grupo de danças latinas, tudo no Norte. Por essa razão, e também porque há muito que não dançava, quando, há quatro anos, me convidaram para participar no programa nem hesitei. E fui com tudo.

O que na altura me passou pela cabeça foi muito simples: “Vou ter a oportunidade de, durante um, dois ou três meses dedicar-me exclusivamente à dança. Vou ter um bailarino profissional por minha conta, focado em ensinar-me vários estilos de danças de salão. Tenho de agarrar este desafio e dar o meu melhor. Posso nunca mais vou ter uma oportunidade destas”.

O “Dança com as Estrelas” é muito mais do que aprender umas coreografias e dançar nas galas para os telespetadores. Aos domingos, apresentamos as nossas coreografias e é dia de desta, mas a magia constrói-se durante a semana, nos ensaios, tanto dos concorrentes como dos bailarinos, que se transformam em família. São tantas horas de treino, muitos momentos de alegria, frustrações, risos e choros. Se começasse a escrever este livro e a contar-vos as aventuras que passámos nestes ensaios, não saíamos daqui. 

A cada domingo que pisava aquele palco, fui sentindo cada vez mais, o peso da responsabilidade que, por vezes, se sobrepunha ao meu entusiasmo. E vocês perguntam e bem, malta: “Mas porquê, Belinha?”. Porque quanto mais aprendemos sobre diferentes tipos de danças mais consciência ganhamos em relação ao nosso corpo. Queremos fazer cada vez melhor, por nós e pelo nosso par. 

O Edgar, que foi meu par na edição passada, dedicou-se tanto a a este projeto que eu sentia que também tinha um compromisso para com ele. Queria que ele tivesse orgulho em mim e queria poder dizer-lhe, ao final do dia “vês? Tu até me ensinas bem”. Além disso, queria mesmo aprender e saber que dei o meu melhor, até porque todos os dias treinava um registo diferente e desafiava o meu corpo com novos movimentos, daqueles que parecem fáceis de tão naturais.

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Na altura, tinha 28 anos e vivia tudo com o mesmo entusiasmo com que vivo hoje, mas sem aquela mente de maratonista que fui conquistando nestes quatro anos. Às vezes a confiança que precisava, apesar de sentir que a controlava, escapava-me por entre os dedos e já não a conseguia voltar a segurar. As maratonas consolidaram aquilo que sinto ser a base da consciência de uma pessoa. “Quando se treina com objetivos, só não se consegue o que não se quer. Se treinaste, ou, neste caso, dançaste, com qualidade, então tem tudo para correr bem. Agora é que podes deixar as emoções rolarem”, foi o que aprendi — e continuo a aprender — nestes quatro anos. 

Este domingo, quatro anos depois, voltei a pisar este palco incríBel que tantas alegrias me tinha trazido. Naquele momento percebi que não interessava se era convidada ou concorrente. A entrega era a mesma e a adrenalina foi ainda maior do que da primeira vez que dancei. Conhecem aquele provérbio popular “junta-se a fome à vontade de comer”? Foi isso que senti. 

Só senti tudo isto quando fiz o primeiro ensaio de palco. Mesmo de fato de treino, a saber que ainda ia ensaiar algumas vezes, senti-me muito nervosa e cheguei a ter algumas brancas quando ensaiava a coreografia. Tive de afastar estas ideias ridículas e dei por mim a pensar: “E se me esqueço dos passos na altura do direto?”, até que, uma outra voz entrou na minha cabeça e me disse: “E se nada, Isabel. Afasta esse pensamento. Isso era o que sentias há quatro anos. Agora tens 32 anos, seis maratonas no currículo e estás num patamar em que tens de te sentir confiante. Tu sabes que treinaste bem durante a semana.”

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Foi o suficiente para deixar tudo acontecer naturalmente. Estar ali, a viver o momento, no presente. O André, o meu par, foi absolutamente maravilhoso. É incríBel a dançar, criativo e dono de um sorriso contagiante. Ele é irmão do Edgar e, por isso, ver os dois a dançar é como se estivesse num split negativo dos últimos cinco quilómetros de uma maratona. É demasiada emoção no ar. 

Enquanto vocês acompanhavam os meus stories no Instagram já eu estava na pista, pronta para rasgar  pano, sem um pingo de nervosismo que ficou nos ensaios. Naquele momento, só sentia muita impaciência. Queria soltar e partilhar a minha alegria, a minha garra, respeito e amor incondicional pela dança. Sabem? Sempre achei que não ia gostar de samba de salão e graças a esta oportunidade percebi que, realmente, só devemos falar depois de experimentar. Foi tudo lindo e ainda me sinto lá, com o André, a dançar para todos vocês. 

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Tenho de agradecer à TVI e ao “Dança com as Estrelas” por me terem dado esta oportunidade e me terem permitido comunicar de uma forma tão diferente da que uso habitualmente. Desta vez, usei o meu corpo para me expressar através da dança. Podem não ter noção, mas este foi um dos momentos mais importantes da minha vida. Hei de ser velhinha e continuar a lembrar-me desta experiência. Eu sei que só tive esta oportunidade graças à TVI, a estação que me viu nascer e crescer enquanto apresentadora, e por isso não tenho palavras para agradecer o desafio e a oportunidade.

Só para finalizar, quero agradecer à incríBel equipa de guarda-roupa do “Dança com as Estrelas”. Senti-me linda a dançar nesta noite e a culpa é também do vestido, deste penteado e da minha maquilhagem. Todos os pequenos pormenores importam para nos dar a confiança que precisamo

Mas calma, malta, que este relato não fica por aqui, até porque a emoção não existe só neste palco. É por isso que ainda vou partilhar convosco o vídeo dos meus ensaios ao longo desta semana,

E vocês, também querem aprender a dançar?

AGRADECIMENTOS

TVI

FOTOGRAFIAS

João Moutinho

Mariana Maia

A magia do “Dança com as Estrelas” acontece no palco mas nasce nos ensaios

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