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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Porque é que não perco peso? Porque tiro horas de sono à cama

Porque é que não perco peso? Porque tiro horas de sono à cama

Aprendi a escutar os sinais do meu corpo, e dormir bem ajudou-me a combater um dos meus maiores inimigos: a fome emocional.

O sono sempre teve uma grande influência no meu estado de espírito e no meu organismo. Não foi por acaso que há uns meses vos expliquei neste artigo que dormir bem era um dos meus segredos para, aos 30 anos, sentir que tinha o metabolismo de uma pessoa de 20. Durante este ano percebi que a privação de sono é uma das minhas maiores inimigas, até mesmo para o meu peso, e quero explicar-vos porquê.

Já falei várias vezes de como o descanso é importante para a regenerar o nosso organismo e a nossa mente. Como diz a Iara Rodrigues, a minha nutricionista, é assim como que fazemos “o reset necessário para o corpo funcionar em harmonia”. Ora bem! É isto mesmo, e é por isso que faço sempre um esforço para dormir, pelo menos, sete a oito horas por noite. 

Mas a verdade é que há noites em que durmo menos, cinco ou seis horas. Se isto acontecer uma vez numa semana, está tudo bem, é só compensar nos dias seguintes. O problema é quando se passam várias noites em que não durmo tanto quanto preciso, porque sei que isso vai ter consequências terríveis. 

Normalmente, quando dormimos menos começamos a sentir-nos mais rabugentos, menos ativos, irritados e notamos até alguma dificuldade em executar tarefas simples do dia a dia. Tudo isto são efeitos da privação de sono, e a verdade é que estamos tão focados na nossa azáfama do dia a dia e nas coisas que temos para fazer que muitas vezes não paramos para pensar que a causa de muitos dos nossos problemas é esta mesmo, a falta de descanso. 

Nos últimos meses aprendi a escutar melhor os sinais do meu corpo, e percebi que, aos 33 anos, o sono tem um efeito muito maior no meu estado de espírito. Se passar duas ou três noites sem descansar, sinto uma diferença muito grande na minha performance, tenho menos energia para treinar, estou mais rabugenta e menos proativa.

Além de tudo isto, a privação de sono traz ao de cima uma das minhas maiores inimigas — a fome emocional. Não ter um sono descansado, profundo e regenerador, ainda para mais, em alturas de maior stress, dispara os níveis do cortisol, o que me faz acordar pelo menos, duas vezes por noite. E o que é que tenho vontade de fazer nestes momentos? Comer. 

Não é que tenha fome ou que tenha comido pouco ao jantar, antes pelo contrário. É a fome emocional a falar mais alto.

“Nos dias em que não dormimos tão bem, temos mais apetite e sentimos mais impulsos para petiscar em coisas doces ou salgadas ao longo do dia”, disse-me já várias vezes a Iara. “Isto acontece porque o corpo não descansou e, muito provavelmente, está à procura de uma fonte de energia e vai buscá-la aos alimentos. É por isso que existem tantos estudos que comprovam como as noites bem dormidas são importantes para repor as necessidades vitais, mas também para tranquilizar e controlar a parte emocional.”

Estão a ver? É isto. O nosso corpo é uma máquina, e as máquinas enviam-nos sinais. Basta sabermos escutá-los. É por isso que, hoje em dia, dou tanta importância ao sono e tento sempre pô-lo em primeiro lugar.

Dou-vos um exemplo. Se tiver um jantar com amigos marcado para as 22 horas e souber que, no dia seguinte, vou ter de acordar cedo e que será mais uma noite mal dormida, prefiro simplesmente não ir jantar. Sei também que há situações mais difíceis, seja no trabalho ou na vida pessoal, que nos impedem de descansar como desejamos, mas, como em tudo, tem de haver um equilíbrio. 

É este equilíbrio e harmonia que me faz bem, e é graças a isso que consigo combater a minha fome emocional. Estou menos inchada, não me sinto tão gorda nem rabugenta. Tenho mais vontade de abraçar o mundo, criar e fazer acontecer. 

Na verdade, sinto-me mais feliz.

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