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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Obrigada Salvaterra de Magos, são os pequenos gestos que fazem a diferença

Obrigada Salvaterra de Magos, são os pequenos gestos que fazem a diferença

Há quatro anos fiz uma promessa, que não pude cumprir logo. Mas não me esqueci dela, porque a fiz a alguém que nunca desistiu de mim. Esta é a nossa história, que mete os IncríBeis e Salvaterra de Magos.

A minha história com Salvaterra de Magos começou há quatro anos, em Sintra, no dia em que corri pela primeira vez a Corrida do Fim da Europa. Na altura, fui desafiada pelo Fernando e pela Filomena — como já vos contei aqui — e cortei a meta em primeiro lugar.

Depois disso, dei algumas entrevistas, e foi nesse momento que conheci um senhor, o Arménio, que estava a distribuir panfletos para uma prova que ia a organizar em Salvaterra de Magos, dali a alguns meses. Na altura, ele chamou-me à atenção pela sua simpatia e honestidade e, de repente, criámos ali uma química ao ponto de trocarmos números de telefone. 

Ligou-me passados uns tempos a convidar-me para ser madrinha da tal prova, e claro que disse logo que sim. O problema foi que, um mês antes da corrida, marcaram-me um trabalho inadiável na TVI e, com muita pena minha, não pude participar na prova. Mas não deixei de estar presente, porque cinco minutos antes da partida, o Arménio arranjou forma de eu entrar em direto na rádio local para desejar uma boa prova a todos os participantes.

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Lá lhe prometi que seria madrinha no ano seguinte, e não aconteceu, fiz o mesmo no ano a seguir, mas, mais uma vez, não aconteceu e este nosso encontro foi sendo sempre adiado até que, de repente, e sem darmos conta, passaram-se quatro anos. Mas se há coisa que sempre admirei no Arménio foi a perseverança dele. Nunca desistiu de mim, todos os anos me convidou e nunca deixou de me dar uma palavra, fosse em épocas festivas ou no meu aniversário. Sempre manteve a chama acesa, sabem?

Tive sempre muita pena de não conseguir responder a todos estes convites e confesso que sempre fiz um esforço, porque cheguei a pensar que o Arménio poderia estar, de alguma forma, chateado comigo, e isso era coisa que não queria que acontecesse. Quem me conhece sabe que se não faço mais é porque, simplesmente, não consigo chegar a todo o lado e não gosto de fazer as coisas se não estiver em pleno. Se é para fazer a meio gás, prefiro esperar até estar a 100%. Mas uma coisa é certa, nunca esqueço quem me quer bem. 

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Entretanto, no final de 2018 nasceram os IncríBeis. Corremos em Lisboa, estivemos juntos no EDP Grande Prémio de Natal, na EDP Meia Maratona de Lisboa, fomos fazer treinos a Setúbal e já prometemos que, mais cedo ou mais tarde, toda esta família se irá juntar no Norte. Mas foi no último treino, no Jamor — podem recordar o vídeo aqui — que o Arménio apareceu com a mulher, e me fez uma surpresa de que não estava à espera. 

Então não é que ele me foi entregar o tal dorsal da prova da qual eu ia ser madrinha? Fiquei muito sensibilizada com este gesto, tão simples, mas tão bonito. São estas coisas que me enchem o coração e aquilo deixou-me tão feliz que lhe disse: “Olha Arménio, eu não sei se posso ser madrinha da prova no próximo ano, mas uma coisa te garanto, em junho Os IncríBeis vão correr a Salvaterra de Magos”. Ao início, ele nem queria acreditar, e disse que, sendo assim, ia prepara tudo para nos receber, e assim foi.

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Nunca tinha estado no Largo dos Avieiros, mas quando que lá cheguei percebi que este é mais um daqueles tesouros escondidos do nosso País, que poucos conhecem mas aos quais devíamos estar mais atentos. Dali, partimos em direção à Mata Nacional de Escaroupim, que tem uma vista espetacular. 

Lembram-se de quando corri a EDP Meia Maratona do Douro Vinhateiro — recordem o artigo aqui — vos ter dito que por vezes o sítio onde corremos é o nosso melhor abastecimento? Esta mata é um desses sítios, onde se sente uma energia diferente no ar que nos move e nos dá força para chegarmos mais longe. Entendem porque é que adoro correr ao ar livre?

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E digo-vos, não foi só esta vista que me conquistou, mas também o carinho, a simpatia, a alegria e a hospitalidade com que fomos recebidos. Tivemos direito a música, microfone, casa de banho portátil — se viram os meus Instastories nesse dia sabem que foi o primeiro sítio onde fui, assim que lá cheguei, que o Arménio bem sabe que a minha flora intestinal é traiçoeira —, abastecimentos durante a corrida e, no final, fomos recebidos com aplausos, muitos sorrisos e um belo repasto do bem porque a paisagem é importante, mas não há nada melhor do que as pessoas.

Saí de Salvaterra de Magos com o coração cheio. É tão bom ver esta família a crescer e perceber que, seja onde for, há IncríBeis que aparecem em todos os treinos. Seja em Lisboa, em Setúbal ou em Salvaterra de Magos. Não consigo precisar quantas pessoas estiveram a correr estes 11 quilómetros na Mata Nacional de Escaroupim, mas ao final do dia temos uma paixão que nos une: a corrida.

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Faltam-me palavras para agradecer esta hospitalidade das gentes de Salvaterra, que não só nos receberam da melhor forma possível como ainda nos ofereceram presentes que vamos levar para sempre no coração. Obrigada também à minha Acqualive, que está sempre com Os IncríBeis, seja onde for.

Sei que em breve vou voltar a Salvaterra de Magos e quero muito fazer aqui um treino longo e voltar a encontrar-me com alguns dos runners que se juntaram a nós nesta manhã.

É isto que importa, pessoal. Fazermos o bem para quem nos quer bem ou, como diz o Arménio, e muito bem: “São pequenos gestos que nós temos para pessoas que também têm bons gestos connosco.”

VÍDEO

Rodolfo Franco

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