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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

O meu vestido é novo e reflete as minhas escolhas conscientes, e vou explicar-vos o porquê

O meu vestido é novo e reflete as minhas escolhas conscientes, e vou explicar-vos o porquê

Também adoro ir às compras, mas agora penso duas vezes antes de comprar por impulso.

Sinto-me cada vez mais consciente sobre as minhas escolhas, talvez como nunca antes me tenha sentido. Cheguei a uma fase da minha vida em que questiono tudo, até tentar perceber porque é que às vezes me sinto triste quando não há razão para tal.

Até mesmo em relação à roupa que tenho em casa, que cada vez me dá mais vontade de usar mais vezes, porque, honestamente, irrita-me ver as coisas a ganhar pó no armário. Mas a verdade é esta: há coisas que continuam por lá, porque acredito sempre que um dia vou acabar por usá-las.  Depois, irrito-me por, às vezes, ainda ter vontade de comprar uma peça de roupa nova. Continuo a comprar certas coisas, porque estou num processo de aprendizagem, mas coloco cada vez mais questões em relação ao que estou a comprar.

— Vou mesmo usar esta peça, pelo menos, 30 vezes num ano?

— Vale mesmo aquilo que diz na etiqueta? (às vezes o barato sai caro, tanto para o ambiente como para a mão de obra que produziu aquela saia linda ou aquele par de botas)

— Esta peça faz-me mesmo falta, ou estou a comprar por impulso?

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Alguma vezes ainda posso comprar por impulso porque, naquele momento, tudo parece essencial e indispensável à minha vida. Às vezes isso até faz bem, é verdade, mas muitas vezes não faz sentido, nem para a minha carteira, nem para a minha consciência e, muito menos, para o próprio ambiente.

Confesso que nunca fui uma grande viciada em fast fashion e na compra descartável, isto porque sei que, com as lavagens, a peça vai perder qualidade rapidamente, o que me vai obrigar a pensar numa nova compra mais cedo do que desejava. Se bem que hoje, com 33 anos, vejo as coisas com uma outra perspetiva, e percebo que comprar qualquer coisa todas as semana é um vício vazio. Se o continuamos a repetir, chega a um ponto em que já não alimenta nem o ego, nem a carteira nem o planeta.

Portanto, continuo a comprar, sim, mas compro peças que acrescentam valor ao meu guarda-roupa, que me fazem falta, que se conjugam com aquilo que tenho. Cada vez penso mais penso em marcas que estão em sintonia com o meu estilo de vida, e estou a gostar de olhar para elas, de descobri-las, pouco a pouco. A Näz é uma delas. Uma marca portuguesa e que se afirma, com orgulho, como marca portuguesa sustentável.

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Esta marca, que nasceu em 2017, além de ser 100% portuguesa, usa excedentes de outras fábricas para a produção das suas peças. Quando isso não é possível, produzem sempre tecidos e malhas com fibras orgânicas, e sempre veganos, com empresas certificadas e onde o comércio justo é uma preocupação constante. Além disso, tem uma política de transparência e honestidade à qual dou bastante valor. Se forem ao site, conseguem ver exatamente onde é que aquela peça foi costurada e tricotada, assim como qual a percentagem de materiais presentes.

No caso deste meu vestido, que comprei na loja The Fair Bazaar — podem encontrar aqui —, é feito totalmente em cupro. Lembram-se do macacão que usei na minha festa de aniversário — espreitem aqui o artigo —, é o mesmo tipo de tecido. É uma fibra feita através de restos de algodão e que é biodegradável e que tem um toque semelhante ao da seda, que adoro.

Este vestido agora é meu, e certamente vão ver me com eles vezes sem conta nos mais diversos contextos. E gosto sempre de usar um calção preto por baixo, caso venha uma aragem. A perna é boa, é certo, mas o exagero pode tornar-se desnecessário. Entendem?

Usei também estes brincos, que já tenho há dois anos, e o colar foi uma compra deste ano. Gosto muito de fios e um destes dias cruzei-me com este em bronze que achei lindo, então comprei. Apeteceu-me, eu mereço, e sei que vou contar histórias com ele, não será para “de vez em quando”.

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Por fim escolhi conjugar com estas sandálias, que uso para tudo. Aliás, todas as semanas ando com elas, seguramente, mais de três vezes. São confortáveis e dão um pouco de altura o que, em pessoas como eu, calha mesmo bem.

AGRADECIMENTOS

Joana Lemos 

Sparkl

Este é o batido que me dá pica para treinar a alta intensidade

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