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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Não estão a emagrecer com a dieta? Escutem o vosso corpo

Não estão a emagrecer com a dieta? Escutem o vosso corpo

Há pequenos sinais a que devemos estar atentos e que nos podem ajudar a alcançar os objetivos. Eu explico-vos como. 

No início do ano, quando me estava a preparar para correr a Maratona de Londres, fiz um treino longo que, como vos contei aqui no blog, não correu exatamente como estava à espera. Lembro-me de que na noite anterior estava com uma amiga e só lhe dizia que sentia as pernas inchadas, pesadas. Nem pareciam minhas, sabem? E isso estava-me a deixar irritada. Mas assim que comecei a correr, o meu cérebro como que ficou “desligou” para os problemas e as dores nas pernas e o inchaço foram passando.

Na Maratona de Londres isto não aconteceu, mas o stresse e a ansiedade com que estava no dia da prova, além de todas as coisas em que estava a pensar ao mesmo tempo, não me deixaram atingir o meu objetivo. Adorei a prova na mesma, foi uma experiência única — recordem aqui o artigo — mas, mais uma vez, não foi aquilo que esperava.

Quando regressei, comecei a perceber que havia dias em que me sentia muito inchada, pesada, mal com o meu corpo, e isto acontecia quando tinha picos de stresse. A dias de inaugurar o meu E-FIT Isabel Silva, sentia que não estava na melhor forma. Parecia que as minhas roupas de sempre não me cabiam e, pior do que tudo isso, tinha vontade de comer, mesmo sem ter fome.

Sempre vivi muito intensamente, de forma muito pura e genuína, e por muito que isto possa ter de bom, nem sempre esta minha forma de estar joga a meu favor. Quem me conhece sabe que sou extremamente ansiosa, que sofro muito por antecipação e, como se costuma dizer, “ponho a carroça à frente dos bois”, e isso nem sempre é bom. 

É que é nestas alturas que sinto o meu cortisol, a hormona do stresse, disparar. E o que é que acontece quando os meus níveis de cortisol aumentam? Tenho retenção, inchaço, dores de cabeça e cansaço, ou seja, tudo o que senti no dia do meu treino longo, na Maratona de Londres e no dia de inauguração do EFIT. 

Noto também que é nestes dias de stress, quero ir para a cama e dormir rápido para, no dia a seguir, conseguir abraçar o mundo. E estou a pensar nisso. Constantemente. Mas isso não é bom, sabem porquê? Não me deito com vontade de dormir. Deito-me a pensar nas coisas que tenho para fazer no dia seguinte e noutras coisas.

E sabem o que é que acontece também? Acordo sempre à mesma hora, ali entre as três e as quatro da manhã, para ir à casa de banho ou para comer. E isto até nem é mau quando acontece uma, duas vezes. O pior é quando acontece várias vezes por semana, sabem porquê? Não estamos em sono profundo, e é nesta altura que o corpo regenera.

Nunca passaram por alturas em que estão a fazer dieta e a treinar para tentar perder peso mas o vosso corpo não parece responder? Muito provavelmente estão a passar por um pico de stresse e de ansiedade na vossa vida, o que está a fazer aumentar os vossos níveis de cortisol. 

Há uns tempos li um post no Instagram que dizia o seguinte: 

“Quando stressamos, os níveis de cortisol aumentam, o que faz com que a melatonina diminua (prejudicando o sono), a serotonina diminua (aumentando o apetite, reduzindo saciedade, diminuindo sensação de bem-estar, aumentando ansiedade).”

Ora bem! Lembram-se de quando, há tempos, vos disse que quando devia horas de sono à cama ou passava por momentos de stresse e ficava com fome emocional? É isto, malta. Esta hormona do stresse tem influência em tantos aspetos do nosso corpo, e está tudo ligado. 

Pensem comigo. Se estamos stressados, a nossa melatonina vai diminuir, logo, vamos ter dificuldades em dormir. Se não dormimos bem, o nosso corpo não descansa e ficamos ainda mais stressados, o que faz com que a nossa serotonina aumente e o nosso corpo não se sinta tão saciado. Como diz a Iara Rodrigues, a minha nutricionista, o corpo não descansa e está à procura de fontes de energia, por isso, sentimos fome e temos vontade de comer o que não devemos. 

Além de tudo isto, a ansiedade e o aumento dos níveis de cortisol interferem com o nosso desempenho físico e com a capacidade de crescimento muscular. É por isto mesmo que muitas vezes treinamos mas sentimos que o corpo não responde aos estímulos, ou que não estamos a conseguir os resultados que esperávamos, tal como me aconteceu na Maratona de Londres.

Desde que percebi que estas coisas mexem tanto com o meu organismos ando a tentar encontrar formas de controlar a minha ansiedade. Dou-vos alguns exemplos:

— Durmo sempre, pelo menos, sete horas por noite

— Não dispenso as minhas corridas, porque são a minha forma de meditar

— Planeio os meus dias sem stresse

— Passo mais tempo com os meus amigos e família

— Tento comer bem

— Estou em contacto com a natureza

É isto que faço quando o meu corpo me pede descanso, quando me dá um (ou vários) sinais de que algo não está bem. É por isso que é tão importante aprendermos a escutar. Escutar e compreender todos os sinais que o nosso corpo nos dá, por mais insignificantes que possam parecer. 

Parem para dar alguma atenção ao que o vosso organismo vos pede. Vão ver que, depois disso, se vão sentir muito melhor.

FOTOGRAFIA

Joana Lemos

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