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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Há causas sociais que merecem que tomemos uma posição. Esta é uma delas

Há causas sociais que merecem que tomemos uma posição. Esta é uma delas

A 17 de janeiro vai ser discutida no Parlamento uma lei para dar mais direitos aos animais e deixar de olhar para eles como objetos. É que eles, tal como nós, também sentem.

Há dias, tive de ir tratar de uns assuntos ao Amoreiras, em Lisboa, e levei o Caju comigo porque, na verdade, o levo sempre para todo o lado. Como já sabia que os animais não podem andar soltos dentro dos centros comerciais, levei-o dentro de uma caixa transportadora, adequada e legislada para o transporte de animais. Houve pessoas que nos reconheceram e quiseram tirar fotografias connosco, dar festinhas ao Caju ou até mesmo conversar alguns minutos.

Estava tudo a correr lindamente até que um dos seguranças do Amoreiras veio ter comigo e disse-me:

— A Isabelinha não pode andar com o cão aqui dentro.

— Então mas porquê? — questionei.

O segurança não me soube explicar o porquê e, na realidade, não havia uma justificação plausível para ter de sair dali com o cão, já que estava dentro de uma caixa própria para o transporte de animais. As patas do Caju não estavam sequer a tocar no chão, ele não andava à solta e não estava a incomodar ninguém. Depois de alguma discussão, acabei por sair e ficar no carro com ele enquanto um amigo me foi buscar o jantar.

 Atualmente, em Portugal, ainda vivemos com a ideia de que os animais não devem acompanhar os seus donos em espaços fechados. Ora porque estão sujos, cheiram mal, deixam pêlos nos chão ou, pior, imagine-se, fazem as necessidades nesses sítios. As coisas têm vindo a mudar, felizmente, e até já vos falei neste artigo de alguns restaurantes onde posso levar o Caju para estar comigo. Mas é pouco, muito, muito pouco.

Tudo isto passa por uma questão de educação e de consciencialização. Se um animal estiver educado a estar em certos sítios, ele vai naturalmente tornar-se mais sociável e habituar-se a estar num restaurante, num centro comercial ou num café. É isso que acontece com o Caju. Ele está habituado a estar nestes sítios. Chega, senta-se ao meu lado e ali fica até ser hora de nos irmos embora. Contudo, sei que há exceções e nem todas as pessoas são conscientes e têm noção do animal que têm em casa.

Felizmente, hoje em dia a classe política já mostra alguma abertura para discutir questões relacionadas com o bem-estar dos animais. Depois de no ano passado ter aprovado o Decreto-Lei que permite a entrada de cães nos restaurantes, a 17 de janeiro o Parlamento vai discutir todas as questões que envolvem o transporte de animais vivos para fora de Portugal — aqui não estamos a falar de cães ou gatos, mas sobretudo gado e porcos.

E porque é que esta discussão vai acontecer?, perguntam vocês. Tudo começou quando um grupo de pessoas descobriu as condições em que os animais — vacas, porcos, ovelhas, cabras —, estavam a ser transportados em barcos entre Portugal e países do Médio Oriente e do Norte de África. Podia dar-vos uma descrição de tudo o que fazem a estes animais antes, durante e depois destas viagens — que chegam a durar 26 dias — mas digo-vos apenas que são das imagens mais chocantes e desumanas que alguma vez vi.

Depois de estas imagens terem sido divulgadas, formou-se um movimento com o objetivo de impedir que estas atrocidades aconteçam e que, a acontecer, o transporte dos animais seja feito já depois de eles serem mortos, acima de tudo, sem sofrimento. Esse movimento, a PATAV — Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos — conseguiu angariar mais de sete mil assinaturas numa petição pública para que a questão fosse discutida no Parlamento. Por sua vez, existe também uma proposta, que também vai ser discutida a 17 de janeiro, para que, pelo menos, se assegurem as condições de transporte para os animais não sofrerem nestas longas viagens. Podem saber mais sobre tudo o que vai ser discutido aqui.

 Para mim, que adoro qualquer animal, seja cão, vaca, cabra ou até um periquito, ver estas questões a serem discutidas no Parlamento deixa-me bastante sensibilizada e, acima de tudo, feliz. Mostra que está a ser percorrido um caminho que já deveria ter começado há vários anos e que existe uma hipótese de os animais terem cada vez mais direitos, coisa que até há bem pouco tempo era absolutamente impensável.

Pensem comigo, malta, se ainda existisse uma lei que me impedisse de entrar com o meu Caju num café ou restaurante, como é que o teria habituado a estar sossegado num sítio destes? Se as próprias leis impedirem o progresso é muito difícil (se não mesmo impossível), que ele aconteça, certo?

Querem uma dica para controlar o apetite? Bebam este leite dourado (ainda por cima é delicioso)

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