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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

EDP Grande Prémio de Natal. O dia em que corri pelo prazer de correr, e nada mais

EDP Grande Prémio de Natal. O dia em que corri pelo prazer de correr, e nada mais

Depois de bater o meu recorde pessoal em 2016, decidi que este ano ia apenas desfrutar da prova ao máximo com os meus amigos e os meus incríbeis. Eu conto-vos como foi.


O EDP Grande Prémio de Natal tem um lugar muito especial no meu coração. Uns meses depois de ter começado a correr com o Fernando e com a Filomena — já escrevi sobre isso aqui —, eles convenceram-me a participar numa prova e disseram-me que era super divertida, muito natalícia e uma das mais emblemáticas e bonitas de Lisboa. Isto foi o suficiente para me conquistar e, assim, ganhei o meu primeiro dorsal.

Na altura, a partida do EDP Grande Prémio de Natal era ali perto da antiga feira popular, na zona de Entrecampos. Como estávamos em dezembro, e não sabia bem com o que contar, lá fui toda vestida, com camisolas, calças e casacos. Vejam lá, malta, que agora corro com o mínimo de roupa possível, que esta adrenalina e energia toda faz-me logo ficar cheia de calor. Nesse dia, lembro-me de que fiz aqueles dez quilómetros lado a lado com o Fernando, e foi muito especial correr junto a um amigo como ele, e com um gorro de Pai Natal azul na cabeça. Foi aí que percebi, também, que é nas provas que colocamos o máximo de energia na corrida. Corremos pelas ruas, com centenas de pessoas ao nosso lado e todas com o mesmo objetivo: o prazer de correr e de cortar a meta.

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A partir daí, comecei a fazer cada vez mais provas e a correr percursos mais longos, porque são estes momentos que me estimulam e me fazem sair da minha zona de conforto. Dois anos mais tarde, em 2016, voltei ao EDP Grande Prémio de Natal mas, dessa vez, com um objetivo: queria melhorar o meu tempo e cortar a meta dos dez quilómetros em menos de 40 minutos.

E porquê?, perguntam vocês. Porque esta prova tem uma parte muito desafiante, que é aquela zona do percurso ali perto dos túneis do Saldanha, em que entramos numa espécie de sobe e desce que obriga a manter uma certa velocidade. Depois disso, não há nada melhor do que terminar a descer a Avenida da Liberdade a grande velocidade até aos Restauradores. Até parece que vamos a voar. No final, cumpri o meu objetivo — podem ler o texto sobre esta prova aqui —, e sei que na altura os meus dois grandes amigos, o João Catalão e o Rui Geraldes, tiveram muita influência nisso. Foi graças à energia deles que não quebrei e que consegui melhorar o meu tempo.

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Este ano foi muito diferente. Sabia que ia correr estes dez quilómetros mas não ia com nada preparado. Como sabia que estava com um ritmo profissional muito mais acelerado, e ainda por cima tinha-me deitado às duas da manhã na noite anterior, fui correr com o Rui ao meu lado, mas disse-lhe que nem sequer ia levar relógio comigo. Sabem, malta, não queria ir agarrada a tempos e a objetivos. Desta vez, só queria desfrutar e aproveitar ao máximo toda esta energia do bem, com pessoas a gritar “força Belinha, tu consegues, Feliz Natal”, pelas ruas de Lisboa.

 Sem querer, acabei até por ser eu a fazer o papel que o Rui e o João tinham feito por mim há dois anos. Ali perto dos tais túneis do Saldanha, passou um senhor por mim que estava com um companheiro de corrida. Consegui perceber que ele estava prestes a quebrar e, de repente, o companheiro diz-lhe “olha, vai aqui com a Belinha porque se fores com ela fazes um bom tempo”. Corremos juntos, em silêncio, mas aquela energia e aquele momento foram muito importantes para ambos. Participar em provas como o Grande Prémio de Natal também é isto, saber que não nos conhecemos mas que, ao final do dia, somos uma grande família de corredores.

Esta prova também teve um impacto muito maior para mim porque foi a primeira vez que corri com o meu grupo de corrida, Os IncríBeis. Depois de ter sorteado dez dorsais no nosso último treino — espreita aqui o post em que falo sobre este dia — juntámo-nos para percorrer estes 10 quilómetros todos juntos. Foi uma emoção muito grande para mim e isso também fez com que não estivesse preocupada com objetivos e tempos durante a corrida. Só queria mesmo era aproveitar aquele momento ao máximo e espalhar a minha energia, percebem?

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Sabem, malta, às vezes as pessoas pensam que corro para melhorar o meu tempo ou para estar ali sempre na “red line”, mas não tem de ser sempre assim. Há outros desafios a nível pessoal e profissional e a nossa cabeça não está sempre focada em bater recordes. Como vos disse, eu corro para sair da minha zona de conforto e pelo prazer que me dá soltar toda esta energia e adrenalina que tenho aqui dentro.

 Quando me perguntam “então Belinha, hoje é para ganhar? É para o recorde?”, eu digo que não, hoje é para ganhar uma medalha. Para isso, eu só preciso de correr com prazer, cortar a meta feliz, com saúde, alegria e com esta energia que tanto me caracteriza, que é a energia da EDP.

Não sou a única a sentir-me assim e, por isso, pedi a alguns amigos corredores que me dissessem como foi correr esta prova. Deixo-vos o testemunho deles aqui em baixo, para vos motivar a juntarem-se a nós para o ano.

“Esta é uma prova muito divertida e que não é muito difícil de realizar. Até é por isso que nela várias pessoas conseguem atingir os seus recordes pessoais. Além disso, tem um espírito muito natalício e emocionante e, este ano, no meu grupo, os 10 Kapas, levamos duas cadeiras de rodas. Fomos a descer a Avenida da Liberdade toda com estes dois miúdos, ambos com paralisia cerebral, e isso, para mim, tornou esta corrida numa das provas mais gratificantes que já fiz. Ver a cara daqueles miúdos a divertirem-se, cortar a meta com eles e sentir as emoções deles foi muito divertido e foi um momento solidário muito importante. A Belinha esteve sempre connosco, tanto no início, como no fim, o que também foi bom porque, embora não tenha corrido com Os IncríBeis, eles estiveram sempre lá.” — Catarina Coito

“Esta é uma prova que gosto muito de correr por causa do espírito natalício e porque é nesta época que, normalmente, todos os colegas se encontram para correr. Nesta altura, todos ficam mais sensibilizados e, de uma forma ou de outra, estes amigos de sempre fazem um esforço para estar presentes, o que permite ver pessoas que normalmente não vemos nas corridsa. Além disso, é uma prova que passa pelas zonas mais centrais da cidade e é uma prova rápida,  tanto que tanto no ano passado como este ano consegui bater o meu recorde pessoal nesta distância.” — João Catalão

“Esta prova tem uma magia muito grande por acontecer nas ruas de Lisboa, locais que, normalmente, não podemos percorrer sem ser de carro. Depois, é muito especial também por ser na época do Natal. Para quem gosta de correr, e para quem gosta da cidade, é uma experiência muito bonita. Além disso, tive a oportunidade de correr com a Belinha e com os IncríBeis, porque fui uma das vencedoras da dorsal no último treino que fizemos juntos. Um dos melhores momentos foi ver a energia de todas aquelas pessoas que correram chegar ao final. Foi mesmo muito bonito.” — Marta Lopes

“Correr nas avenidas da minha cidade é um dos pontos máximos desta corrida. Depois, há toda a envolvência das pessoas por ser nesta época. Foi muito engraçado ver como apareceram algumas pessoas vestidas de Pai Natal para correr e perceber que toda esta energia é contagiante e faz com toda a gente se envolva mais. Também tivemos muita sorte com o tempo, que estava magnífico, para apreciar este percurso lindo. Além disso, é de louvar ver como alguns dos atletas estavam a acompanhar pessoas com dificuldades motoras nesta prova, esse gesto tocou-me muito, não há palavras. Depois, no final, chegar a uma praça que mexe com tanta gente, ter a companhia da Belinha e ver aquele espaço onde parecia que tínhamos neve foi como se voltássemos a ser crianças novamente, mesmo quando já não o somos.” — Natalino Lopes

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 “Nesta corrida, o objetivo era proporcionar um dia diferente ao Iron Pedro e ao Mega João, os Iron Brothers, mas foram eles que acabaram por nos dar um dos melhores dias de sempre. Aos primeiros metros, percebi logo que a tarefa não ia ser fácil. Estas cadeiras foram feitas para caminhar, não para correr, porque tremem e travam. Foi uma luta constante durante dez quilómetros, e só foi possível chegar ao fim graças à guarda de honra da 10kfamily. Pediram a outros atletas para se desviarem, deram água, empurraram, carregaram, apoiaram, berraram. Fora incansáveis! Obrigado a todos os outros amigos que nos deram força, antes, durante e no fim da prova. Que dia!” — Rui Pereira D’Ascensão

“O Grande Prémio de Natal é aquela prova obrigatória no calendário de quem gosta de correr e este ano foi especial, porque foi a primeira em que usámos a T-shirt dos IncríBeis. Foi fantástico percorrer as ruas de Lisboa com todas as decorações de Natal e ver o apoio das pessoas, principalmente na Avenida da Liberdade. De há uns tempos para cá já é tradição fazer esta prova com a Belinha e este ano não foi excepção. Lá fomos os dois, espalhar magia e pózinhos mágicos, como costumamos dizer. O tempo não era importante, fomos mesmo só para nos divertirmos. A alegria das pessoas que assistiam e dos atletas quando a viam foi incrível. Foi uma prova cheia de energia boa, de energia do bem. E a verdade é que me diverti imenso com todo aquele ambiente fantástico.” — Rui Geraldes

 Malta, vemo-nos em 2019?

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