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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

As farmácias de bairro estão em risco e nós podemos ajudar

As farmácias de bairro estão em risco e nós podemos ajudar

Há certos movimentos que têm um impacto muito importante na minha vida. Este é um deles.

Cresci numa terra pequenina, no norte do País, onde toda a gente se conhece. Viver o dia a dia passa por cumprimentar o vizinho do café, fazer compras na mercearia do bairro ou ter farmacêuticos que já sabem de cor o nome de todos os medicamentos que tomamos. 

Ainda é assim em muito meios pequenos, onde existe apenas uma farmácia para servir toda a gente que mora naquele bairro. Onde a senhora de 80 anos que vive sozinha passa os dias sentada num banquinho a conversar com todas as pessoas que entram na farmácia lá do bairro e os trata pelo nome. É assim para o senhor que tem os filhos a viver longe e encontra no farmacêutico que conhece há 30 anos um ombro amigo com quem partilhar os seus problemas. 

É assim, mas pode deixar de ser. 

Nos dias que correm são cada vez mais as farmácias em dificuldades financeiras. Muitas delas em meios mais pequenos e rurais onde, na grande maioria dos casos, são as únicas a funcionar e a servir uma população mais velha que, sem elas, não tem forma de comprar os seus medicamentos.

Estas farmácias são muitas vezes o porto de abrigo destas pessoas e são uma forma de combater a solidão. Os velhotes vão à farmácia buscar os seus medicamentos, é certo, mas acabam por ficar por ali a falar dos seus problemas com os farmacêuticos ou simplesmente a conversar. 

Se acompanharam o meu Instagram nestes dias, sabem que estive em Viana do Castelo a passar umas férias. Quando estava a regressar, ainda passei pela zona de Espinho para visitar a minha família e aproveitei para passar por uma farmácia de bairro em Paramos, uma aldeia que faz parte do concelho de Espinho.

Enquanto lá estive conheci uma senhora que é cliente daquela farmácia há mais de 30 anos, que trata os farmacêuticos pelo nome e que, se ficar sem esta farmácia, tem de fazer uma viagem de mais de 30 minutos para conseguir comprar os medicamentos que precisa de tomar todos os dias. Ela faz parte dos 96% de utentes que estão contentes com o serviço das suas farmácias.

Temos de perceber que, neste momento, há cerca de 25% de farmácias em risco de fechar em todo o País. E não pensem que isto só está a acontecer nas aldeias, há algumas farmácias em bairros nos centros da cidade que também podem vir a desaparecer. 

Tudo isto acontece num momento em que existe cada vez mais isolamento e abandono de idosos e em que os meios rurais começam a ficar esquecidos. É por isso que foi lançada uma petição para salvar as farmácias que estão em risco, garantido a igualdade de acesso a medicamentos para toda a gente, uma das grandes promessas do nosso SNS. 

Esta é uma causa que me é muito próxima porque, tal como vos disse, sempre cresci num meio destes, mais pequeno, e onde a vida de bairro onde toda a gente se conhece e onde ninguém é deixado à margem, por mais idade que tenha, é uma realidade. Por isso, gostava muito que se juntassem a mim para combater este problema para que juntos possamos continuar a garantir bons cuidados a tanta gente. 

Para assinarem a petição, basta passarem pelo site da iniciativa #salvarasfarmacias — podem ver aqui. No site, podem saber mais sobre este movimento e perceber também porque é que ele é tão importante. São menos de cinco minutos que podem mudar a vida de milhares de pessoas. Não custa nada, pessoal. 

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