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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Aprendam a fazer as papas de arroz e cacau que me dão energia para correr 30 km

Aprendam a fazer as papas de arroz e cacau que me dão energia para correr 30 km

O que se come e as horas a que se come são fundamentais para termos um bom rendimento. Eu dou-vos a receita que fiz antes do meu último treino longo.

É a energia que nos move. E a boa energia está nos alimentos. Aquilo que comemos é fundamental para que consigamos atingir os nossos objetivos, sejam fazer uma aula intensa no ginásio, andar de bicicleta, correr uma prova de 10 km, fazer um treino longo de 30 km ou correr uma maratona. Já a minha avó costuma dizer que quem não serve para comer, também não serve para trabalhar. E é verdade. Não me peçam para correr um treino longo de 30 km com um simples batido DETOX ou com uma banana no estômago. Isso para mim só funciona para treinos muito ligeiros (e mesmo assim, se o treino é de manhã é importante avaliarmos o jantar do dia anterior).

Na preparação para a Maratona de Berlim, uma das coisas que me motivam e me despertam curiosidade é perceber quais os alimentos e suas combinações que melhor funcionam para eu correr sem desconforto intestinal, sentindo-me leve mas, ao mesmo tempo, com a sensação de que tenho o “depósito cheio” (não a transbordar, atenção, mas na medida certa). Isso é um desafio. Foram muitos os treinos longos em que tive desarranjos intestinais, em que senti que tinha comido demais ou de forma insuficiente. Fui lá por tentativa e erro, até encontrar o meu equilíbrio.

Aquilo que comemos para um treino de séries (mais curtos, mas intensos) não pode ser o mesmo que comemos antes de um treino ligeiro de descompressão ou de um treino longo, muito desgastante e que nos vai consumir muita energia.

Na sexta-feira passada, às 7h30 da manhã, fiz um treino de 30 km. Ou seja, o meu corpo precisou de fazer a digestão do pequeno-almoço antes de eu começar a correr. E o pequeno-almoço teve de ser rico, já que tinha de ser combustível para me aguentar durante perto de 2h30. Isso obrigou-me a comer às 5h30 da manhã, mas teve mesmo de ser assim para o corpo poder armazenar as energias, eu conseguir fazer a digestão e ir à casa de banho antes de começar a correr — este último ponto é fundamental para mim (e imagino que para TODOS os maratonistas).

Depois disto, uma horas antes do treino, tomei um café cheio e comi dois quadrados de chocolate com um mínimo de 75% de cacau. Para um treino de 30 km, para mim, foi o suficiente.

No dia da Maratona já sei que acrescento 30 min antes da prova uma banana não muito madura. Tenho feito sempre assim e sinto-me bem. Mas como vos digo, cada caso é um caso, os corpos são diferentes e é importante estarmos atentos aos sinais que ele nos dá.

Jantar do dia anterior

A última grande refeição antes de um treino longo, ou de uma maratona, é fundamental. Há malta que só pensa no pequeno-almoço, mas o jantar da véspera é determinante para manter as nossas reservas de energia. Há muita gente que acha que se deve comer imenso, ou pratadas e pratadas de massa, mas não, isso é um erro. Aliás, neste jantar da véspera é importante não abusarmos nem sairmos muito da nossa rotina, daquilo a que estamos habituados a comer. No meu caso, a única coisa que evito são os açúcares refinados e a comida condimentada. De resto, como quase sempre aquilo a que estou habituada.

Na quinta-feira, por exemplo, jantei às 19h30. Bem cedinho para ter tempo de fazer a digestão e estar pronta para dormir por volta das 22h. E assim foi. Os pratos vieram diretamente do Alecrim Aos Molhos, uma cafetaria bio que fica muito perto da minha casa e que também tem uma zona de mercearia. Confio a 100% neles, e como é tudo biológico, é meio caminho andado para as coisas correrem bem, porque é tudo fresco e tudo é pensado para privilegiar a saúde: comida com pouco sal e sem açúcares refinados.

O meu jantar acabou por ser um gaspacho de pepino, uma quiche vegana de tofu, alho francês e cenoura e uma saladona com frutos secos. Ainda comi um prato pequeno de polenta com legumes. Para sobremesa, foi só uma trufa de cacau, uma das minhas perdições. Acompanhei tudo com uma infusão de camomila, para ir mesmo relaxada para a cama.

No dia seguinte, acordei então perto das 5h da manhã e fui tratar do meu super pequeno-almoço, umas papas de arroz integral com pepitas de cacau e banana. Gosto muito de papas de arroz integral, o meu cereal preferido. A vantagem de ser integral é que é mais rico em fibras e mais fácil de digerir. Este é mesmo um incrível hidrato com baixo índice glicémico, que procuro sempre comprar na versão redonda e biológica.

Para cozer o arroz usei uma bebida vegetal da Yao absolutamente maravilhosa. E como é que fiz? Coloquei a bebida a cozer em lume brando e fui mexendo juntamente com o arroz e a canela. Depois, adicionei a banana e o despertar de Buda, da Iswari (agora estou a provar o de farinha de chuva, sementes de girassol e matcha, que é muito saboroso). Usei ainda uma tâmara para adoçar (açúcares bons e um verdadeiro boost de energia), pepitas de cacau e gengibre cristalizado (adoro gengibre de todas as formas, é assim fica ainda mais saboroso. Se for feito com açúcar mascavado, melhor ainda).

Isto é tudo o que preciso para ter energia para dar e vender, até porque, no final, depois dos 30 km interessa é pensar: “Conseguia correr mais 5 quilómetros a este mesmo ritmo”. Isto é bom sinal. Nunca esgotar completamente as reservas. Terminar em grande.

Bons treinos, malta.

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Vejam como são os meus alongamentos depois de uma corrida

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