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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Os meus 7 segredos para correr uma maratona com energia e sem lesões

Os meus 7 segredos para correr uma maratona com energia e sem lesões

Os bons resultados não acontecem por acaso. Nem acontecem só porque se treina muito. Eu tenho uma lista de essenciais que me ajudam a atingir os meus objetivos. Eu conto-vos tudo.

Maaaalllllta, isto não é só correr! Achavam que era assim? Não é, meus queridos. Há toda uma logística associada, que respeito quase religiosamente, para que tudo possa sair bem. Ou, melhor dizendo, para não ter azares. Refiro-me a uma lista de “to do’s” ou “to have’s” essenciais para iniciar a preparação de qualquer maratona e, claro, para Berlim não foi diferente. Esta lista é fundamental para mim, mas outros atletas poderão ter opções diferentes. O importante, como sempre digo, é serem acompanhados a par e passo por especialistas. Tal como eu faço, por exemplo, com o Arnaldo Abrantes. É o meu médico de família e todos os conselhos que me dá, para mim, valem ouro. Foi atleta olímpico de atletismo (2008-2018) e é especialista em medicina desportiva, por essa razão a sensibilidade dele para os meus objetivos, conquistas, alegrias e ansiedades é enorme. Por isso também lhe pedi uma ajudinha neste artigo.

Mas passemos ao que interessa, meus queridos, a minha lista de “bens essenciais” para uma maratona. A saber:

1. Fazer exames

Não vos estou a dar novidade nenhuma se vos disser que uma maratona testa os limites físicos do corpo e, nesse sentido, é fundamental que, antes de o irmos submeter a um esforço desta dimensão, devemos saber se está tudo bem. Portanto, é exatamente isso que faço. E, até vos digo mais, faço antes de iniciar a preparação e durante a preparação. Até porque os valores a ter em atenção dependem sempre do momento em que fazemos as análises e de como me sinto nesse momento. Não existem cá receitas genéricas que vos possa passar, até porque tudo depende dos objetivos do atleta para a prova, do seu organismo, da sua alimentação, enfim, malta, tudo influi nesta análise de valores. O importante mesmo é fazer sempre estas análises e que sejam seguidos de perto por um médico, de preferência que vos conheça muito bem. Isto para que qualquer oscilação nos valores possa ser corrigida ou trabalhada mediante a necessidade e a fase do treino em que se encontram.

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2. Tomar géis nos treinos longos

 

Numa prova como a maratona, ou mesmo nos treinos de preparação para esta, as reservas de energia, ou glicose, do corpo são levadas ao limite e, para que não existam quebras na nossa performance é vital que as vamos repondo ao longo do treino / prova. É para isto que servem os géis. É claro que depois a estratégia de cada um é definida por si, malta. Ou seja, se ingeres estes géis de cinco em cinco ou de dez em dez dependi única exclusivamente de ti e da forma como conheces ou sentes o teu corpo. Como digo sempre, meus queridos, durante a corrida é crucial que escutemos o nosso corpo. Não vos vou falar de marcas aqui, até porque isto depende sempre dos organismos de cada um, apenas vos aconselho a nunca experimentarem novos géis em competição. Se o tiverem de fazer que o façam nos treinos, porque não sabem se o corpo irá reagir bem a este e assim não deitam tudo a perder por uma indisposição. 

 

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3. Massagens desportivas

Como bem sabem, malta, pratico desporto com regularidade, mas quando o tema é a preparação para uma maratona todo o cuidado é pouco. E, por isto mesmo, a recuperação assume um papel determinante na boa forma física de qualquer atleta, tal como vos explica em seguida o Arnaldo Abrantes: “A massagem, tal como a crioterapia, a fisioterapia, entre outras, são métodos de recuperação e esta é tão ou mais importante do que o treino. Muitos atletas que não são profissionais, dedicam praticamente todo o seu tempo ao treino e por vezes negligenciam a recuperação. E este é um erro tremendo. Os maratonistas, que correm muitos quilómetros, tal como os carros, devem ter muita atenção à “manutenção”. A massagem acelera o processo de recuperação e regeneração dos músculos, que se vão deteriorando ao longo do exercício, ajudando, entre muitas outras coisas, a prevenir lesões”. Eu não abdico da minha uma vez por semana. Sobretudo nesta fase! Todas as quintas-feiras, pelas 16h30, vou ao encontro do meu rico Urbano e deixo-o fazer a sua magia. E só falho mesmo por motivos profissionais, mas sem nunca deixar de reagendar para a data mais próxima.

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4. Suplemento multivitamínico

 

Este é outro item importantíssimo, malta, sobretudo para quem, como eu, anda sempre a mil à hora na sua vida. “Os suplementos ajudam a corrigir alguns défices que possam existir ao nível da alimentação, quer sejam forçados (doença) ou não. Os suplementos dão ao corpo o que este não conseguiu receber na alimentação. Mas, atenção, não convém exagerar”, alerta o Arnaldo Abrantes. Eu consumo um suplemento multivitamínico, mas porque necessito de repor os níveis de energia que as corridas “roubam”, especialmente na fase de preparação para uma maratona (os longo dão cabo de mim!). Mesmo tendo uma alimentação equilibrada, que normalmente garante tudo o que o corpo necessita, a verdade é que estes suplementos são uma boa ajuda para quem está exposto a grandes esforços físicos.  Ainda que, mais uma vez refiro, e sobretudo neste campo, o acompanhamento médico seja fundamental. Os suplementos nunca substituirão uma boa alimentação ou uma boa noite de sono, ok? Não esqueçam isto.

 

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5. Glucosamina

 

E agora vocês dizem: “Belinha, isso é alguma ofensa numa língua estrangeira?! Que palavra esquisita!”. Não, meus queridos, não se assustem. É apenas um suplemente que ajuda a proteger as articulações, sempre muito visadas e desgastadas por malta que, como eu, gosta de correr. Sobretudo na fase em que se treina muito intensamente, como acontece nos famosos longos, durante a preparação para a maratona. São muitos quilómetros e o impacto para as articulações é intenso, por isso convém dar-lhes uma proteção extra.

 

 

6. Proteína Whey

 

Como sabem, malta, é algo que nunca esqueço de tomar na meia hora seguinte ao treino. É uma fonte de aminoácidos fundamental para a recuperação muscular. Os treinos, sobretudo os mais longos, provocam a destruição da fibra muscular, como já vos expliquei em artigos anteriores, por isso é crucial a ingestão de proteína para acelerarmos o processo de regeneração. Isto porque, como digo muitas vezes, a recuperação é tão ou mais importante que o próprio treino.

 

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7. BCAA's

 

Vejam se adivinham esta, meus queridos?! Pois é, mais um suplemento. É outra fonte de aminoácidos essencial para o processo de recuperação. E, como sabem, tomo sempre dois antes e dois após o treino. Nunca falha! Contudo, quero ressalvar novamente que estou apenas a falar no meu caso. “Existem muitos atletas que optam por suplementos mais ricos em hidratos de carbono após o treino e, nessa matéria, eu prefiro ir busca-los à alimentação. Não existem receitas certas. Depende sempre do corpo e condicionantes de cada um”, reforça o Arnaldo Abrantes.

Esta é a minha lista de “bens essenciais” na preparação de uma maratona. Para mim é fundamental ter tudo isto em conta, caso contrário arrisco-me a ter problemas. E escrevo-vos com toda esta certeza porque já facilitei no passado com alguns destes essenciais e senti a diferença: a nível de fadiga muscular, falta de energia e concentração e até mesmo na recuperação. Juntem tudo isto à minha carga de treinos, com os objetivos que gosto sempre de cumprir, e rapidamente perceberão o que me aconteceu:

·      Overtraining (muito treino, pouco descanso, logo, o corpo não recupera)

·      Lesões

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Malta! Não há nada melhor do que treinar com saúde.

 

 
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