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Malta!

Bem-vindos ao I am Isabel Silva. Escrevo sobre a minha vida, os meus alimentos, as minhas corridas, o meu Caju. Espero que desfrutem.

Maratona de Berlim, dia 1. Quando percebi que algo não estava bem

Maratona de Berlim, dia 1. Quando percebi que algo não estava bem

Começo hoje a relatar os episódios que vivi na minha Maratona de Berlim. A prova não correu como eu queria, mas a viagem tem muitas histórias para contar. Esta é a do primeiro dia.


Finalmente! Finalmente, partilho a experiência da minha Maratona de Berlim. Na verdade não foi uma maratona, foi uma ultra-maratona graças a uma ligeira distração minha. Mas olhem que para correr 43,3km a 4’33’’ min/km é preciso foco, persistência, fé e sempre muito entusiasmo. Mas isso é comigo.

Primeira dúvida que deve andar por esses lados: mas porque é que demorei duas semanas a partilhar este incribel texto? Numa palavra: trabalho. Projetos lindos que estão a surgir na minha vida e que me dão vontade de agarrar com todas as ganas. E acreditem que, apesar da minha concentração e vontade de respeitar o meu calendário de treinos, quando existem outros projetos, trabalho, pessoas à nossa volta, torna-se mais difícil respeitar a qualidade de treino. Acho honestamente que foi essa distração contínua que me fez, no dia da prova, sentir que, se calhar, não estava capaz de correr uma maratona a uma média de 4’27’’ min/km. E não estava. Não porque não estivesse preparada fisicamente, mas porque a minha mente andava e anda ocupada com outros pensamentos.

A preparação para uma maratona é uma alegria imensa, mas também uma grande responsabilidade. É uma escolha que fazemos, que vai exigir muita atenção, vai sugar muita da nossa energia e tirar-nos muito do foco de outras coisas. No meu caso, acabou por correr tudo bem porque já vou para a minha sexta maratona, o que faz com que já tenha errado muito, aprendido muito. Conheço bem o meu corpo e felizmente, sei escutar os sinais, muito antes de bater no muro. Mas vamos por fases.

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A minha fase de Tapering

 Este é um dos momentos mais importantes na minha preparação para maratonas. E escrevo esta frase de forma assertiva porque foram várias as vezes em que não a respeitei. Podem ler aqui o meu artigo sobre este tema.

Na preparação para esta Maratona de Berlim, um dos meus grandes desafios foi respeitar as horas de sono, porque é durante o sono (e falo-vos no sono mais profundo) que os nosso músculos descansam e regeneram. E o que é que me acontece quando passo dias sem respeitar o sono? Ando mais irritada, tenho fome emocional, sinto-me inchada, com a sensação de que engordei, sinto-me sem explosão e reação nos treinos, tenho mais facilidade em contrair lesões, sinto que tenho pouco foco no trabalho. Até o Caju topa, porque sente que não estou tão disponível para ele.


Isto aconteceu-me nos últimos 15 dias antes da partida para Berlim. Nesta fase, o treino está feito, e o mais importante é descansar, comer na dose certa e dormir todos os dias, pelo menos, 8 horas, sem interrupções. Eu até descansei, comi bem e até dormi todos os dias. O problema é que dormi pouco e levei o trabalho para a cama. Entendem? Vou dormir a pensar em trabalho. Acordo a meio da noite para fazer um “pips” e penso em trabalho. Volto a dormir, mas já não é a mesma coisa. Entretanto, acordo cedo  para treinar e sinto-me cansada. Diria que isto me aconteceu pelo menos umas oito vezes durante 15 dias. É muito tempo. E o meu corpo acusou. Percebi isso no ultimo treino antes da maratona, quando corri 30 minutos e fiz quatro retas para ativar a máquina. Senti o corpo a dizer-me: “Hum, amanhã não é o dia para ires a 4’27’’ min/km”.

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 Amanhã, continuo a minha história e vou falar-vos sobre a feira, sobre como me senti distraída por uma coisa tão estúpida como um relógio e sobre como foi treinar numa pista de aeroporto.

 Maratona de Berlim, dia 2. Stressei, perdi o foco, mas aquele jantar valeu por tudo

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